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Quem somos · A história do ateliê

A história do Ateliê Isabella Mendes

Tenho 29 anos, sou médica e nasci e cresci em Marília, cidade que amo e que faz parte da minha história. Sempre fui uma pessoa observadora, perfeccionista e tranquila. Gosto de natureza, de decoração e, principalmente, de tudo aquilo que carrega o cuidado e a delicadeza de ter sido feito à mão.

Conheça minha história
Travessa borboleta, peça de cerâmica de Isabella Mendes
Travessa borboleta · Fotografia real da coleção.

01 · As raízes

Cores que vêm de casa.

Talvez por isso a arte sempre tenha estado, de alguma forma, próxima de mim. Minha mãe sempre pintou cerâmica, assim como minha avó, que também pintava pratos, travessas e quadros. Cresci vendo esse universo de cores, pincéis e peças feitas com cuidado, mesmo sem imaginar que um dia encontraria nele uma forma de expressão que seria tão minha.

Antes da cerâmica, cheguei a experimentar a pintura. Gostei da experiência de criar com as mãos, mas sentia que faltava alguma coisa. Era bonito, era prazeroso, mas ainda não era exatamente aquilo que eu procurava.

02 · O encontro

Uma primeira aula. Um novo olhar.

Em outubro de 2025, por incentivo do meu marido, fiz minha primeira aula de cerâmica. Até aquele momento, eu nunca havia tido contato com a argila.

E foi ali que alguma coisa mudou.

Encontrei exatamente aquilo que parecia estar faltando.

Kit Pratos bananas douradas — fotografia real da peça
Kit Pratos bananas douradasConheça a peça

03 · A matéria

A beleza de ser única.

O que mais me encantou foi perceber que, diante de um simples bloco de argila, existe uma infinidade de possibilidades. Uma matéria que, à primeira vista, pode parecer apenas um pedaço de barro pode se transformar em inúmeras formas, objetos e histórias. Existe algo de mágico em imaginar uma peça que ainda não existe e, pouco a pouco, vê-la nascer pelas próprias mãos.

E a cerâmica tem uma característica que passei a admirar profundamente: nunca uma peça é exatamente igual à outra.

Mesmo quando tentamos repetir uma forma, o processo deixa suas próprias marcas. Pequenas variações, texturas, cores e imperfeições fazem com que cada peça tenha uma identidade própria. E foi justamente aí que aprendi a enxergar a imperfeição de outra maneira. Na cerâmica, ela não é um defeito a ser escondido. É parte da beleza, da história e da singularidade de cada criação.

04 · O ateliê

Da minha casa para outras histórias.

No início, eu fazia peças exclusivamente para mim. Até que minha família e meus amigos começaram a incentivar e a querer levar aquelas peças para suas próprias casas. Aos poucos, pessoas próximas começaram a indicar meu trabalho para outras pessoas, e aquilo que havia começado como um hobby foi crescendo de uma maneira muito natural.

Foi desse movimento, quase sem que eu planejasse, que nasceu o Ateliê Isabella Mendes.

Bowl Maré — fotografia real da peça
Bowl MaréConheça a peça

05 · A calma

Um espaço para desacelerar.

A cerâmica não chegou para substituir a medicina. Ela encontrou um lugar diferente na minha vida. Enquanto a medicina continua sendo parte da minha trajetória profissional, a cerâmica se tornou um espaço de criação, de calma e de expressão. Um momento em que posso desacelerar, experimentar e transformar uma ideia em algo concreto.

Hoje, cada peça que faço carrega um pouco dessa história. Carrega o cuidado de quem observa cada detalhe, a liberdade de deixar o processo acontecer e a beleza de saber que nenhuma peça será exatamente igual à outra.

06 · O afeto

Para fazer parte da sua vida.

Meu desejo, daqui para frente, é que minhas peças possam compor um pequeno pedaço da casa de cada pessoa que escolher levar uma delas consigo. Que estejam presentes nos espaços onde a vida acontece e que, de alguma forma, tragam beleza, afeto e significado para quem as recebe.

Porque, para mim, fazer uma peça é mais do que transformar argila.

É transformar uma ideia em algo que pode atravessar o tempo e fazer parte da história de alguém.

E talvez seja justamente isso que mais amo na cerâmica: aquilo que um dia começou como um simples pedaço de argila pode, pelas mãos de alguém, se transformar em algo que passa a fazer parte da vida de outra pessoa.

Do ateliê, para a sua casa

Uma peça. Muitas histórias
ainda por viver.

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